O círculo sagrado

                    

"Você já deve ter percebido que tudo o que os índios fazem ocorre em círculo. Isto se deve ao fato de o Grande Espírito sempre trabalhar em círculos e de tudo sempre procurar ser redondo.

 

Nos velhos tempos, quando éramos um povo forte e feliz, todo o nosso poder vinha para nós do anel sagrado da nação e, enquanto esse anel se mantinha inteiro, as pessoas eram felizes e floresciam.

 

A árvore florida era o centro vivo do anel e o círculo dos quatro cantos a alimentava.

 

O leste lhe dava a paz e luz, o sul lhe dava calor, o oeste lhe dava chuva, e o norte, com seu vento intenso, lhe dava força e resistência.

 

Esse conhecimento chegou a nós do mundo exterior, juntamente com a nossa religião.

 

Tudo que o Grande Espírito faz, sempre é feito em círculo.

 

O Pai Céu é redondo e já me disseram que a Terra é redonda como uma bola, o mesmo também acontecendo com as estrelas.

 

O vento, quando está com potência máxima, gira em círculos.

 

Os pássaros constroem seus ninhos em círculos, pois a religião deles é a mesma que também temos.

 

O Avô Sol nasce e se põe em círculo. A Mãe Lua faz o mesmo, e ambos são redondos.

 

Até mesmo as estações do ano formam um grande círculo nas suas mudanças e sempre voltam ao ponto onde estavam originalmente.

 

A vida de um homem é um círculo da infância à transição e o mesmo é válido para tudo que se movimenta.

 

Nossas cabanas são redondas como os ninhos dos pássaros e ficam sempre dispostas num círculo, representando o anel da nação, um ninho com muitos ninhos, onde o Grande Espírito quer que criemos os nossos filhos."

 

(Xamã dos Sioux Oglala)